Então é Natal!

Jingle bells, jingle bells, blá, blá, blá, blá, blá. O Natal está chegando e já podemos ver a decoração quase carnavalesca nessa época do ano – é bola, guirlanda, estrela e das clássicas até as mais famigeradas reproduções do bom velhinho (vi ontem uma imagem do papai Noel transando com uma de suas ajudantes) – para atrair consumidores ávidos em torrar o seu 13º em coisas supérfluas (a tia gorda que gasta R$ 500,00 numa porcaria de árvore que só irá usar uma vez no ano).
O Natal de hoje perdeu totalmente o significado e está, cada vez mais, tornando-se um mercado que fatura cifras absurdas em cima do nome da pessoa mais importante para os cristãos, se bem que muitos deles não estão nem ai - “É Natal, Jesus nasceu, vamo comemorá comprando uma rôpa bem bunita e tomar um porre de vinho” – ou então – “É Natal, Jesus Nasceu, vamos aumentar os preços em 30%, dar um desconto de 25% em cima dele, parcelar em 10 vezes com a primeira só em Janeiro, colocar juros de 1,8% ao mês e depois colocar uma propaganda com um neurótico que tome 40 xícaras de café por dia, pois 1ª parcela do 13º dos idiotas já saiu”
Não sei se sou tão velho ou é pelo fato de ser saudosista, mas sinto falta do Natal de antigamente. Quem nunca sentou na frente da TV pra assistir aqueles filmes de papai Noel que passavam na Globo que sempre tinham uma lição de vida? Aqueles filmes com direito a renas, papai Noel gordo e com as bochechas rosadas, uma casa estranha e colorida no Pólo Norte e com aquelas crianças com feições idiotas que não conseguiam fechar a boca durante quase metade do filme. Hoje em dia, provavelmente, os filmes de Natal terão um macaco que joga baseball no lugar do Noel e, que ainda por cima, apronta terríveis confusões (soou até como um anúncio da sessão da tarde).
Não fazemos quase nada do fazíamos há uns anos atrás: a família toda reunida na casa dos avós para a ceia (hoje todo mundo vai pra um restaurante), ouvir aquele CD da Simone chato pra caralho (hoje até o Latino faz músicas natalinas – Noel, ingrato, eu fui um bom menino e a Kelly Key me fez cornão) e, não menos importante, os amigos secretos (hoje se estipula até preço para o presente - não tinha nada mais divertido do que ver aquela pessoa dando um presente relativamente bom e ganhando uma caixa de chocolates ou então um RESTA UM).
O Natal está chato, isso é um fato!













